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O novo mercado da longevidade exige ciência, gestão e visão integrada

Com atuação em wellness, longevidade funcional e biohacking, Karen Neves Silva Colosio se posiciona em um setor global que passou a disputar confiança, método e cuidado integral

A longevidade deixou de ser uma conversa restrita ao número de anos vividos e passou a envolver a forma como cada pessoa deseja atravessar o tempo. Energia, sono, nutrição, equilíbrio metabólico, qualidade da pele, resposta inflamatória, disposição e envelhecimento saudável agora fazem parte de uma mesma jornada, mudança que ajuda a explicar por que profissionais como Karen Neves Silva Colosio, nossa especialista convidada, vêm ganhando relevância ao defender um cuidado menos imediatista, mais científico e integrado ao funcionamento do corpo.

O movimento acompanha uma transformação internacional do consumo em wellness e bem-estar. A McKinsey estima que o mercado global de wellness tenha alcançado US$ 2 trilhões e aponta que, para Millennials e Geração Z, o bem-estar deixou de ser uma compra ocasional e passou a representar uma prática diária, personalizada e conectada a áreas como sono, nutrição, atividade física, aparência e equilíbrio emocional.

Nesse cenário, o cuidado com a aparência não desaparece, ele passa a integrar uma jornada mais ampla de longevidade e bem-estar. O público já não procura somente uma transformação visível, mas resultados naturais, segurança, prevenção e coerência com um estilo de vida equilibrado. Os dados da ISAPS ajudam a demonstrar a dimensão desse movimento, com quase 38 milhões de procedimentos estéticos cirúrgicos e não cirúrgicos realizados em 2024, em um setor que cresceu 40% desde 2020.

De acordo com Karen, esses números revelam uma transformação que ela já observava em sua atuação profissional. A procura por procedimentos continua existindo, mas está cada vez mais conectada à vitalidade, ao autocuidado e à maneira como as pessoas desejam envelhecer.

“As pessoas não querem somente  parecer bem por alguns meses. Elas querem entender o corpo, melhorar a energia, cuidar da pele com mais inteligência e envelhecer sem perder a própria identidade”, afirma.

Um dos segmentos que acompanham a expansão do mercado de longevidade é o da medicina estética. A Grand View Research estimou esse mercado global em US$ 98,8 bilhões em 2025 e projeta que ele alcance US$ 240 bilhões até 2033, impulsionado pela maior adoção de procedimentos minimamente invasivos e não invasivos e pelo crescimento da procura por soluções relacionadas aos sinais do envelhecimento.

Karen, entretanto, evita interpretar essa expansão como uma simples corrida por procedimentos ou tendências. Seu posicionamento está em inserir essas práticas em uma estratégia mais ampla de longevidade, considerando hábitos, rotina, níveis de estresse, histórico individual, objetivos e capacidade de regeneração de cada pessoa.

Essa visão também passa pela gestão, área que Karen vem aprofundando no mestrado em Health Management nos Estados Unidos. A formação se conecta diretamente à proposta de profissionalizar operações voltadas ao wellness e à longevidade, estruturar protocolos, liderar equipes multidisciplinares e transformar centros especializados em organizações mais seguras, sustentáveis e orientadas por qualidade e governança.

“Quando falamos em longevidade e wellness, não é só da técnica ou do serviço entregue ao cliente. Estamos falando de processo, segurança, treinamento, acompanhamento e responsabilidade na maneira como uma operação funciona”, explica Karen.

A preocupação com o envelhecimento saudável também dialoga com uma realidade global. A Organização Mundial da Saúde projeta que, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais. A população nessa faixa etária deverá passar de 1 bilhão em 2020 para 1,4 bilhão em 2030 e chegar a 2,1 bilhões em 2050.

É no cruzamento entre longevidade, wellness, biohacking e gestão que Karen consolida sua especialidade. Para ela, envelhecer melhor exige mais do que suavizar sinais visíveis do tempo, pois envolve cuidar do sono, da nutrição, da rotina, do gerenciamento do estresse, do equilíbrio sistêmico e da capacidade do corpo de responder aos diferentes estímulos.

Na Group Regenera Corp, essa perspectiva se transforma em modelo de negócio por meio de consultorias individualizadas em longevidade, programas de wellness, protocolos regenerativos, mentorias para profissionais, treinamento de equipes e desenvolvimento de projetos relacionados a biohacking, peptídeos, prevenção e acompanhamento integrativo.

Para Karen, o futuro do setor de longevidade e wellness não será definido apenas pelo surgimento de novas tecnologias, será também pela capacidade de organizar conhecimentos, formar equipes, criar processos confiáveis e oferecer uma experiência mais humana.

“O cliente precisa sentir que existe uma estratégia por trás do cuidado, precisa ser mais que uma sequência de serviços ou procedimentos”, afirma.

Ao inserir o cuidado com a aparência a um projeto mais amplo de longevidade, Karen vai além de acompanhar a mudança global, ela integra ao movimento uma interpretação própria, mais educativa, estratégica e integrada. Wellness, longevidade funcional, biohacking, práticas regenerativas, deixam de funcionar como áreas separadas e passam a compor uma mesma resposta para um público que deseja viver mais, viver melhor e se reconhecer no próprio processo de envelhecimento.

Por: Priscilla Moura

Negócios e Networking

Autor do Correio Vale do Café.

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