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Com 130 mil ingressos e R$ 60 milhões, José Roberto Marques amplia acesso ao desenvolvimento humano

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No Brasil, a desigualdade de oportunidades costuma ser medida por renda, escolaridade e acesso a serviços básicos. Uma dimensão menos visível do problema, porém, está na diferença entre quem consegue acessar formação continuada, repertório emocional e ferramentas de desenvolvimento ao longo da vida e quem segue limitado a trajetórias mais estreitas de qualificação. É nesse contexto que ganha relevância a atuação de José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching, cuja operação combina escala, formação e uma política permanente de acesso em um setor tradicionalmente marcado por exclusividade e alto custo.

Com mais de 6 milhões de pessoas treinadas, presença em mais de 40 países, 140 mil alunos formados e 110 livros publicados, José Roberto Marques consolidou uma das maiores estruturas de desenvolvimento humano do país. Na frente social dessa operação, o IBC afirma ter destinado mais de 130 mil ingressos a imersões presenciais de inteligência emocional e desenvolvimento humano, em um investimento estimado em R$60 milhões. Nas últimas semanas, a trajetória ganhou novo enquadramento com a condecoração como Diplomata Civil Humanitário pela Jethro International.

“Desenvolvimento humano é o maior equalizador social que existe. Quando alguém descobre suas capacidades, entende suas emoções e aprende a liderar a própria vida, a desigualdade perde força. Não existe ferramenta mais poderosa contra a pobreza do que o autoconhecimento.”

A agenda dialoga diretamente com o ODS 4 da ONU, que define como meta “assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”. Entre os alvos do objetivo estão o acesso igualitário de jovens e adultos à educação e formação, formal e não formal, e a ampliação de habilidades relevantes para emprego, trabalho decente e empreendedorismo. Quando o desenvolvimento humano passa a ser tratado como oportunidade de aprendizagem ao longo da vida, o tema deixa de caber apenas no mercado de cursos e treinamentos e se aproxima de uma agenda mais ampla de inclusão. 

A conexão com o ODS 10, voltado à redução das desigualdades, também é direta. O relatório global de 2025 sobre os ODS aponta que recolocar esse objetivo no rumo certo exige apoio adicional a grupos vulneráveis, combate à discriminação e proteção da renda do trabalho. No mesmo documento, a ONU registra que a participação da renda do trabalho no PIB global caiu de 52,9% em 2015 para 52,3% em 2024, indicando que parte relevante dos ganhos de produtividade não está se convertendo em remuneração para quem trabalha. Nesse cenário, ampliar acesso à repertório, autoconhecimento e capacidades transferíveis ganha peso como forma de reduzir assimetrias menos visíveis, mas decisivas, de mobilidade social. 

O próprio relatório da OCDE ajuda a explicar por que essa discussão importa. Adultos com origem socioeconômica mais favorecida tendem a participar com mais frequência de treinamentos associados a habilidades transferíveis e de maior valor, como gestão de projetos, idiomas e competências analíticas. Já pessoas vindas de contextos menos favorecidos aparecem mais concentradas em formações específicas de tarefa ou de conformidade. A consequência, ressalta a OCDE, é que essas diferenças afetam progressão de carreira, requalificação e uso produtivo do talento. 

Sob essa ótica, abrir acesso a experiências de desenvolvimento pessoal, liderança e inteligência emocional também significa mexer, ainda que por outra via, na desigualdade de oportunidades. 

“Os 200 mil ingressos não são caridade. São investimentos no futuro. Cada pessoa que passa por uma imersão do IBC sai transformada e transforma sua família, sua equipe, sua comunidade. O efeito multiplicador é o que torna isso sustentável.”

O reconhecimento recebido pela Jethro ajuda a deslocar essa trajetória para um campo simbólico mais amplo. A organização define a Diplomacia Civil Humanitária como um instrumento voltado a lideranças que atuam em causas humanas e humanitárias e afirma que seu principal papel é estimular projetos concebidos e executados pelos próprios diplomatas, em colaboração com outras entidades e redes de apoio. A mesma instituição já havia concedido a José Roberto Marques o Prêmio Martin Luther King, em Portugal, num gesto que reforça a leitura de sua atuação não apenas como operação de mercado, mas como iniciativa de impacto social ancorada em escala, formação e acesso.

 

“Minha meta pessoal é garantir que nenhum brasileiro deixe de se desenvolver por falta de acesso. Já criamos 200 mil oportunidades e vamos seguir avançando até que a inteligência emocional deixe de ser privilégio e se torne um direito.”

Num setor em que exclusividade e alto ticket costumam funcionar como sinais de valor, o modelo liderado por José Roberto Marques propõe outra lógica: a de que escala e acesso podem conviver com sustentabilidade econômica. Para além da figura do empresário ou do educador, é essa hipótese que dá densidade à pauta. Em um país ainda marcado por barreiras de origem, renda e repertório, democratizar o desenvolvimento humano começa a aparecer menos como slogan e mais como uma forma concreta de disputar oportunidades.

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