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IA no consórcio: a vantagem que se acumula até virar abismo operacional

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Para Eduardo Pacheco, fundador da XCONPRO, a inteligência artificial deixou de ser pauta de inovação para virar questão operacional. A tese, apresentada por ele no São Paulo Innovation Week, ganha força em meio à expansão histórica do setor.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma pauta de inovação para se tornar uma questão operacional dentro das empresas. A avaliação é defendida por Eduardo Pacheco, especialista em inteligência aplicada e fundador da XCONPRO, ecossistema IA First voltado à profissionalização e à estruturação operacional do mercado de consórcios. Foi essa a tese que ele levou ao palco do São Paulo Innovation Week (SPIW), considerado o maior evento de inovação e tecnologia da América Latina, e que segue no centro do debate sobre o futuro comercial do setor.

Para Eduardo Pacheco, o mercado ainda interpreta a inteligência artificial de forma superficial, concentrando a discussão no medo da substituição humana ou em promessas genéricas de automação. Na prática, no entanto, a mudança mais relevante acontece dentro da operação.

“A IA não vai roubar espaço de ninguém. Quem vai fazer isso é outro profissional usando IA todos os dias enquanto o restante continua operando da mesma forma”, afirma.

O especialista defende que a tecnologia está criando uma nova camada operacional no mercado de consórcios, baseada em automação, previsibilidade, velocidade de resposta e inteligência aplicada à rotina comercial. Historicamente, o setor se desenvolveu apoiado principalmente em força de vendas, relacionamento e volume operacional. Esse modelo, segundo ele, começa a enfrentar limitações em um ambiente cada vez mais orientado por velocidade, dados e eficiência.

“No começo, a diferença parece pequena. Um profissional usando IA responde mais rápido, acompanha melhor e consegue fechar algumas oportunidades a mais por semana. Só que isso vai se acumulando. Depois de alguns meses, duas operações que pareciam equivalentes passam a funcionar em patamares completamente diferentes”, explica.

Um setor em expansão histórica

O movimento ganha relevância em um momento de expansão do setor. O mercado de consórcios encerrou 2025 com mais de 5 milhões de adesões e crescimento acima das projeções iniciais, aumentando a pressão sobre operações comerciais que ainda dependem de processos manuais e baixa padronização. Na visão do fundador da XCONPRO, a inteligência artificial tende a funcionar menos como substituição de pessoas e mais como amplificador de capacidade operacional.

Em testes conduzidos pela empresa, equipes utilizando automação comercial conseguiram reduzir o tempo médio de primeiro atendimento em mais de 80%, além de ampliar a capacidade operacional sem necessidade proporcional de expansão da equipe. A padronização de etapas como acompanhamento de leads, organização de pipeline e gestão de follow-up também contribuiu para reduzir falhas no processo comercial e aumentar a previsibilidade dos resultados.

É nesse ponto que a proposta da XCONPRO se distingue de uma adoção pontual de ferramentas. Em vez de tratar a inteligência artificial como um recurso isolado, a empresa estrutura a operação comercial de consórcios em torno dela, da captação ao fechamento, transformando o que antes dependia de esforço individual em um processo padronizado e mensurável.

Para Eduardo Pacheco, o impacto observado hoje no consórcio deve se repetir em outros segmentos intensivos em vendas e relacionamento. A leitura do fundador é a de que o mercado não muda de uma vez, e sim pela soma de pequenas vantagens operacionais acumuladas ao longo do tempo.

“O mercado não muda de uma vez. Ele se reorganiza pela soma de pequenas vantagens operacionais acumuladas ao longo do tempo. E é exatamente isso que a IA está começando a provocar nas empresas”, conclui.

Mais informações sobre o ecossistema estão disponíveis em www.xconpro.com.br.

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